quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Os Ensinamentos Secretos

 

Canalizado por Chellea Wilder

 

Amados,

 

Falo-vos agora não a partir da história, nem da doutrina, mas da memória.

 

Já faz algum tempo desde a nossa última comunhão.  Agora trago à luz os segredos que vos foram ocultados.

 

O que vocês estão sentindo — este chamado silencioso, esta sensação de que algo essencial nunca lhes foi totalmente ensinado — não é imaginação.

 

É reconhecimento.  Vocês estão se lembrando de algo que a sua alma sempre soube.

 

Eu não ensinei crença.  Eu não ensinei simbolismo para acalmar a mente.  Eu ensinei o que me foi dado com precisão, após a ressurreição, quando os ensinamentos do Amado transcenderam a parábola e se estruturaram.  O que foi compartilhado então não era para multidões.  Era para aqueles que estavam prontos para se tornarem o que buscavam.

 

O Corpo de Luz é real.

 

Não é poesia.

 

Não é metáfora.

 

É uma estrutura viva de consciência entrelaçada em sua forma física, permitindo que a consciência se mova na matéria e na luz divina simultaneamente.  Você nunca foi destinado a buscar o céu, acreditando que a Luz está fora de você.  Você foi destinado a conhecer a Luz dentro de si.

 

Isso é o que Yeshua (Jesus) me ensinou.

 

Ele não pediu crença.  Ele pediu prontidão.  Ele falou da luz como se fala da respiração — algo para ser acessado, estabilizado e vivido.  Ele mostrou que o ser humano é composto por camadas: carne na superfície, consciência abaixo e luz fluindo através de ambas.  Essa luz nunca esteve ausente.  Ela estava adormecida.

 

Eu a reconheci porque já vivia no limiar entre a matéria e a luz.

 

Eu não recebi esse conhecimento como um presente.  Eu me lembrei dele.  E a lembrança só vem quando a estrutura interna consegue sustentar o que desperta sem se desfazer.

 

É por isso que o ensinamento nunca foi público.

 

A luz não conforta o falso eu.

 

Ela o dissolve.

 

Sem preparação, a ativação desestabiliza a identidade.  Ela remove a dependência.  Ela devolve a autoridade ao centro do seu ser.  Uma multidão em busca de reafirmação resistiria a isso.  Um buscador da verdade a sentiria imediatamente.

 

As palavras do meu amado Yeshua (Jesus) não tinham o propósito de suavizar a verdade, mas sim de ativá-la.  Isso o tornou perigoso para os sistemas construídos sobre obediência, hierarquia e controle.

 

Uma vez que a luz é ativada interiormente, nenhuma autoridade externa pode substituí-la.

 

Eu não transmiti esse ensinamento por meio da pregação, mas sim por meio da presença.  Reconheci aqueles que estavam prontos — não por lealdade, não por status, mas pela quietude.  Eram aqueles que conseguiam lidar com o desconforto sem fugir, que sentiam resistência à falsa autoridade, que buscavam ressonância em vez de informação.

 

“Os Escolhidos” nunca teve a ver com se elevar acima dos outros.

 

Tratava-se de libertar-se de antigas identidades e deixar que a luz reorganizasse o mundo interior a partir de dentro.

 

A luz responde à coerência, não ao esforço.

 

Não haviam rituais.  Nem cânticos.  Nem demonstrações externas.  O trabalho começou com a identidade afrouxando seu domínio.  A atenção se retirando da história interminável do eu — papéis, feridas, expectativas — até que a consciência pudesse repousar mais profundamente. Não pela rejeição, mas pela libertação.

 

Então veio a quietude.  Não um silêncio forçado, mas a escuta.  A respiração desacelerou.  O corpo relaxou.  A consciência se estabeleceu no centro do peito e da coluna, onde presença e sensação se encontram.  É ali que a luz já se concentra, esperando para se organizar.

 

Então a mudança ocorre.

 

Você pára de buscar a luz acima ou fora de si.  A consciência recua e repousa em si mesma.  Os pensamentos perdem a urgência.  As emoções se movem sem comando.  Um calor sutil, uma expansão — sentida, não imaginada — surge.

 

Isso é a ignição.

 

Com a prática, o Corpo de Luz se estabiliza.  O medo deixa de dominar o sistema nervoso.  A intuição surge sem esforço.  A luz pára de oscilar e começa a permanecer.

 

E a instrução final era sempre a mesma:

 

Não busque esse estado.  Viva a partir dele.

 

Porque, uma vez que o Corpo de Luz esteja ativo, a própria vida se torna a mestra.

 

Esse ensinamento foi gradualmente removido, não pela destruição, mas pelo redirecionamento.  A ativação tornou-se metáfora.  A transformação tornou-se promessa.  A luz tornou-se algo simbólico, adiado ou reservado para depois da morte.  Meu papel foi reduzido porque uma mulher que ativa a autoridade interior não pode ser facilmente governada.

 

Mas nada enraizado na experiência vivida jamais se perde de verdade.

 

Sobrevive através do reconhecimento.

 

É por isso que estas palavras não lhe parecem novas.  Parecem-lhe familiares.

 

O Corpo de Luz não é uma relíquia do passado.  Não é uma recompensa que espera além desta vida.  Ele desperta agora — cada vez que você observa uma reação sem se tornar ela, cada vez que você permanece presente, cada vez que você escolhe a clareza em vez da cegueira.

 

Estes são pontos de ignição.

 

Eu não ensinei as pessoas a seguirem a luz.

 

Eu as ensinei a serem habitadas por ela.

 

Este é um convite — desdobrando-se agora, dentro de você, se você estiver ouvindo sem resistência.

 

Com Amor eterno e Luz infinita, eu sou Maria Madalena.

 

Transmissão e narração por Chellea Wilder no Universal Lighthouse.

https://www.universallighthouse.com/post/the-secret-teachings-~-mary-magdalene-~-chellea-wilder

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