Vamos abordar uma questão delicada.
Nossa sociedade sempre esteve centrada e estruturada em um "roteiro obrigatório" a ser seguido ao longo de nossas existências.
Nascemos, crescemos, somos educados (programados) em escolas e universidades, tudo para nos preparar para nossa vida profissional de acordo com a profissão que escolhermos seguir em nossas vidas. Então, uma vez tendo essa vida profissional estabelecida, precisamos nos casar, em seguida precisamos gerar filhos que também serão educados (programados) para também exercerem suas profissões e construírem suas vidas e suas respectivas famílias.
Essa estrutura já vem sendo perpetuada por séculos a fio, passando de geração a geração como um mantra obrigatório, como se a vida não pudesse de forma alguma seguir uma jornada diferente dessa.
Isso começou a ser questionado, e começou a tomar um rumo diferente à partir da revolução sexual, onde os costumes começaram a ser questionados, e toda essa obrigatoriedade desse roteiro imposto começou a ser alterado.
Que fique bem claro, antes de mais nada, que a missão de criarmos filhos é talvez uma das tarefas mais luminosas e importantes que um casal, independente se estamos falando de um casal de homem e mulher, ou de dois indivíduos do mesmo sexo, pode empreender ao longo de suas vidas! E empreender essa tarefa requer um senso de responsabilidade extremamente elevado que nem sempre está presente nessas situações, e a quantidade de filhos criados em ambientes deformados e distorcidos é gigantesca.
Sem falar que muitas almas nascem em um ambiente onde a estrutura familiar básica é inexistente, e por vezes não podem nem mesmo contar com a presença da mãe para seu desenvolvimento moral e psicológico, o que acaba por criar um ambiente de caos crescente na sociedade vigente.
Não pretendo entrar aqui na questão dos desequilíbrios sexuais que foram gerados ao longo dos anos, e que têm sido o principal gerador de todo esse caos vigente, como também não pretendo entrar nas questões de pais despreparados para exercerem essa responsabilidade Divina de preparar esses seres recém encarnados para encararem a vida como ela é. Proporcionar uma oportunidade de encarnar na fisicalidade é uma tarefa de extrema importância, mas que tem sido exercida de forma totalmente irresponsável e ausente de consciência. Sem contar na enorme quantidade de pais que acreditam estar criando seus filhos para seu próprio proveito, e não para vivenciarem a experiência humana que todos vieram para vivenciar.
A Questão dos filhos é uma questão de extrema importância, e de uma complexidade gigantesca, e boa parte do caos gerado está na obrigatoriedade perpetuada ao longo de todos esses anos.
Mas por que se criou essa obrigatoriedade em primeiro lugar?
Isso tudo tem a ver com a dita "perpetuação da espécie". Isso ganhou uma importância ainda maior depois da segunda grande guerra mundial que dizimou uma enorme quantidade de seres humanos, e os seres humanos restantes tiveram a necessidade de re-popular a humanidade. Os ditos "Baby-boomers" surgiram nessa época com essa responsabilidade de gerar uma enorme quantidade de filhos, e o que se via eram famílias com uma enorme quantidade de filhos, com famílias que tinham 5, 10, 20 ou mais filhos.
Isso foi se modificando com o tempo, em particular com o advento da tecnologia e de outras formas de controle e distrações que antes eram inexistentes, e que permitiram um certo "controle de natalidade", mas daí então a população mundial já havia crescido de tal modo que acabamos chegando aos 8 bilhões de almas encarnadas que temos hoje, e que alguns poderosos insanos desejam reduzir em 90% para poderem retomar o controle que foi perdido ao longo do caminho.
Mas a lição a ser aprendida é que a humanidade em sua maioria já está farta dessas guerras que são criadas exatamente com esse intuito de promover um controle de natalidade que não faz o menor sentido de ser perpetuado pelas gerações futuras.
Em um mundo de paz, Amor e harmonia, não há a menor necessidade de haver essa obrigatoriedade de se gerar filhos, haja visto que a quantidade de "perigos" que nos cercam é praticamente inexistente, e um ambiente desses permite um aumento infinito na qualidade de vida geral, o que permite uma maior longevidade e a possibilidade de direcionarmos a nossa atenção para a criação de novas formas de se viver, mais evoluídas e mais conscientes. E quanto maior essa consciência, mais tempo de vida temos para podermos experimentar tudo que pode ser vivenciado em um ambiente de paz, Amor e fraternidade.
Hoje podemos dedicar as nossas vidas ao desenvolvimento de melhores meios de se viver, ao invés de vivermos concentrados em procriação.
Os novos paradigmas do novo mundo da Quinta Dimensão precisa ser revisto, pois essa necessidade de procriação constante só é mais necessária no ambiente hostil da terceira dimensão de guerras sem fim, e destruição incessante. É hora de revermos nossos conceitos, e de entender que estamos aqui para criarmos um Novo Mundo, uma Nova Terra, e que um mundo de destruição e morte já nos ensinou tudo que precisávamos aprender sobre isso.
Uma reflexão muito importante para o momento em que vivemos.
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